Tendências. Dizem o quê por ti?

Tendências, modas e “sacos”.

    Há uns tempos tentei explicar ao meu sobrinho de 8 anos o processo das “modas”. Ele estava a usar um boné da forma menos prática e favorecedora que consiga imaginar. E insistia comigo que o fazia porque é assim que se usa!

Se tem crianças em casa com certeza já tentou lutar contra as calças no fundo do rabo, os calções que o mostram e outras tendências que eles acham vitais à sobrevivência. E de certa forma eles têm razão…

Li acerca de uma família que sempre tinha sido pobre, mas após a 1ª Guerra Mundial emigrou para o Reino Unido com pouco mais do que a roupa do corpo. O pouco dinheiro que arranjavam, no entanto, gastavam-no em roupas caras e elegantes, exigindo pormenores que apenas as classes altas usavam. Parece-lhe uma atitude louca e altamente insensata?

    O facto é que ninguém os conhecia no novo país, por isso eles podiam ser quem quisessem. E escolheram aproximar-se dos aristocratas em não dos empregados fabris. E por causa dessas escolhas, eram vistos e tratados de forma muito diferente. E é exactamente isso que o meu sobrinho tentava fazer (e todos nós em alguma altura da vida, já fizemos). Vestindo-se na mesma forma que os meninos fixes (o sorriso envergonhado de “Como é que sabes?” que ele me devolveu quando perguntei se eram os meninos fixes da escola que usam os bonés assim, não tem preço!) ele quer ser posto no mesmo “saco”!

Daí ainda hoje ligarmos, ou devíamos ter sempre em atenção, o que escolhemos vestir e as tendências com que nos associamos, pois elas colocam-nos em “sacos” perante o olhar dos outros.

Tudo o que temos de fazer, é escolher em que “saco” nos queremos ver e ser vistos.

Já pensou sobre isso? E em que saco quer ser posto? Conte-me, adorava saber.

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